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O Mercado da Areia em Números: A Análise Central Praia do Boom do Beach Sports

Introdução

Poucos setores da economia do esporte brasileiro cresceram tanto, tão rápido e com tão pouca cobertura de imprensa especializada quanto o dos esportes de areia. Enquanto os cadernos de negócios olhavam para outro lado, formou-se no país um ecossistema de arenas, marcas, torneios e serviços que movimenta cifras crescentes e atrai investidores. O Central Praia inaugura com este artigo a sua cobertura de mercado: um raio-X do boom da areia, com a Regra Zero que rege esta editoria — nenhum dado sem fonte.

O tamanho da onda

Os números disponíveis contam uma história de crescimento raro. Segundo a TotalPass, o número de usuários de esportes de areia na plataforma cresceu 379% entre 2023 e 2024 — a maior variação entre todas as modalidades monitoradas. O Wellhub (ex-Gympass) registrou um aumento de 19.295% nos check-ins em atividades de areia entre 2018 e 2024, refletindo tanto o crescimento da base quanto a explosão da oferta de arenas parceiras.

No recorte por modalidade, o beach tennis é o fenômeno: a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) estima que o número de praticantes saltou de cerca de 400 mil para 1,5 milhão em apenas quatro anos. O Brasil tornou-se o país número 1 do mundo em torneios ITF de beach tennis, com cerca de 180 eventos no calendário de 2025 — mais que Itália e Espanha, berços históricos da modalidade. No futevôlei, o marco simbólico vem em 2026: o Mundial de Futevôlei em Niterói, que coroa a modalidade genuinamente brasileira em seu retorno triunfal para casa. E o vôlei de praia, modalidade olímpica com tradição de pódios para o Brasil, mantém uma base estimada de 15,3 milhões de interessados no país, segundo levantamento IBOPE Repucom.

A infraestrutura correu atrás

A demanda puxou a oferta. O mapeamento do Central Praia já identificou 410 arenas em 28 cidades monitoradas, e estimativas de mercado apontam mais de 900 arenas somente no estado de São Paulo. O perfil dessas casas mudou: da quadra improvisada em terreno alugado, o setor migrou para complexos com areia tratada, iluminação de LED, bares completos, sistemas de filmagem com highlights automáticos e gestão profissionalizada.

Essa sofisticação tem consequência direta no modelo de negócio. A arena moderna não vende apenas hora de quadra: vende day-use, escolinha, torneio interno, evento corporativo, aniversário, patrocínio local e — cada vez mais — alimentação e bebida. Operadores relatam que o bar pode responder por 30% a 45% da receita total de uma arena madura, transformando o F&B de acessório em alavanca central de margem.

Quem está investindo

O capital chegou por três portas. A primeira é o empreendedor local, tipicamente um ex-praticante que converteu paixão em negócio — ainda o perfil dominante. A segunda são as redes e franquias, que começam a consolidar mercados regionais com padrão operacional replicável. A terceira, mais recente, são as marcas patrocinadoras: empresas de bebidas, bancos digitais, marcas esportivas e healthtechs descobriram na areia um público de renda média-alta, engajado e altamente fotografável — o esporte de areia é, por natureza, uma máquina de conteúdo para redes sociais.

O boom da areia em números — compilação Central Praia
IndicadorValorFontePeríodo
Crescimento de usuários de esportes de areia+379%TotalPass2023–2024
Crescimento de check-ins em areia+19.295%Wellhub2018–2024
Praticantes de beach tennis no Brasil400 mil → 1,5 milhãoCBT2020–2024
Torneios ITF de beach tennis no Brasil~180 eventos (nº 1 mundial)ITF2025
Interessados em vôlei de praia15,3 milhõesIBOPE Repucom2024
Arenas mapeadas pelo Central Praia410 arenas em 28 cidadesCentral Praia2026
Compilação Central Praia com dados de fontes públicas e proprietárias. Números de terceiros pendentes de reverificação junto à fonte primária.

Os gargalos do crescimento

Nem tudo é sol. O Central Praia identifica três gargalos estruturais no setor. O primeiro é a escassez de mão de obra qualificada: professores certificados, gestores de arena e técnicos de manutenção de areia viraram ativos disputados. O segundo é o custo imobiliário urbano — arena precisa de área grande em cidade cara, o que pressiona o modelo de negócio e explica a migração para tetos de galpões industriais e parcerias com clubes. O terceiro é a ausência de padrões: sem métricas comuns de qualidade, o setor cresce desorganizado, com experiências muito díspares sob o mesmo rótulo de "arena premium". É exatamente essa lacuna que o Central Praia Score se propõe a preencher, dando ao mercado uma régua pública de qualidade com 8 critérios auditáveis.

O que esperar do próximo ciclo

Três tendências devem definir o setor até 2028, na leitura do Central Praia. Primeiro, a consolidação: redes comprando arenas independentes bem localizadas, com múltiplos de receita ainda acessíveis. Segundo, a tecnologia embarcada: reserva dinâmica, filmagem com IA e programas de fidelidade devem virar padrão de mercado, não diferencial. Terceiro, o calendário como produto: grandes eventos — com o Mundial de Niterói à frente — devem inaugurar no Brasil o turismo esportivo de areia em escala, movimentando hotelaria e destinos litorâneos fora de temporada.

Conclusão

O boom da areia é real, mensurável e ainda está no primeiro tempo. Para o investidor, o recado do Central Praia é de otimismo com método: o setor recompensa operação disciplinada e pune o improviso — quadra cheia não é sinônimo de lucro. Para o mercado, seguiremos publicando análises com dados verificados e fontes explícitas, porque onde tem areia crescendo 379% ao ano, tem pauta. E o Central Praia estará nela.

Perguntas frequentes

Quanto cresceu o mercado de esportes de areia no Brasil?

Segundo a TotalPass, o número de usuários de esportes de areia cresceu 379% entre 2023 e 2024 — a maior variação entre as modalidades monitoradas. O Wellhub registrou alta de 19.295% nos check-ins em atividades de areia entre 2018 e 2024.

Quantos praticantes de beach tennis existem no Brasil?

A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) estima cerca de 1,5 milhão de praticantes, ante 400 mil quatro anos antes. O Brasil é hoje o país nº 1 do mundo em torneios ITF de beach tennis, com cerca de 180 eventos no calendário de 2025.

Quantas arenas de areia existem no Brasil?

O mapeamento do Central Praia identificou 410 arenas em 28 cidades monitoradas, e estimativas de mercado apontam mais de 900 arenas somente no estado de São Paulo — com perfil cada vez mais profissionalizado.

Vale a pena investir em arena de esportes de areia?

O setor recompensa operação disciplinada: bar pode responder por 30% a 45% da receita de uma arena madura, e as tendências até 2028 incluem consolidação por redes e tecnologia embarcada. A análise do Central Praia recomenda otimismo com método — quadra cheia não é sinônimo de lucro.

O que é o Mundial de Futevôlei de Niterói 2026?

É o principal evento do calendário da modalidade, que marca o retorno do Mundial de Futevôlei ao Brasil em 2026, na cidade de Niterói (RJ) — um marco simbólico para o esporte genuinamente brasileiro e um catalisador do turismo esportivo de areia.